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Mocidade Espírita

 

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O que é a Mocidade Espírita?

Mocidade Espírita é um curso de Espiritismo para jovens. Também é o nome do Departamento do Centro Espírita que está dedicando à juventude. A Mocidade Espírita do CSSC foi iniciada no ano de 2001. Aqui jovens estudam a doutrina através de material variado que inclui livros da codificação kardequiana e apostila da Federação Espírta Brasileira.

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Quais são seus objetivos?

Dar o jovem uma formação moral e intelectual que seja a base sólida sobre a qual ele construirá sua vida, e onde encontrará forças para enfrentar a si mesmo e ao mundo, diante da realidade em que vive, e caminhar para frente por seus próprios recursos.

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Reunião de Estudo Doutrinário e Atividades da Mocidade Espírita

Nossas reuniões são feitas em inglês aos Sábados 5:30 da tarde. Além de estudarmos, cantamos músicas, e nos confraternizamos em um clima de muito ânimo e aprendizado.

As reuniões da Mocidade ou Juventude Espírita são uma necessidade imperiosa na vida da Instituição, porquanto, além de oferecer aos jovens condições adequadas de estudo e aprendizagem da Doutrina Espírita, já os familiarizam com as atividades do Centro, preparando-os para os encargos que deverão assumir no futuro. Os adultos têm interesses, necessidades, objetivos e experiências diferentes das dos jovens. Esta é uma da razões pelas quais convém que se propiciem aos moços condições de estudo num clima que possa corresponder às suas reais necessidades, despertando, destarte, maior interesse pelo estudo e pelo convívio no Centro Espírita.

Integrantes da Reunião
- Dirigente
- Jovens

Preparação Espiritual
- Recomenda-se a leitura de página doutrinária espírita

Prece Inicial
A prece inicial obedecerá à concisão e à simplicidade e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar.

Desenvolvimento da Reunião
a) O programa previsto para o estudo deverá ser formulado a partir das obras que integram a Codificação da Doutrina Espírita, devendo-se adotar as variadas técnicas recomendadas pela didática, a fim de oferecer maior movimentação e melhor fixação do ensinamento (Mesa-Redonda, Grupos de Discussão, Exposição Didática, Estudo Dirigido, Discussão Organizada etc.)
b) Leitura do programa para a próxima reunião;
c) Aviso e comunicações.
Prece Final
A prece final obedecerá à concisão e à simplicidade e será proferida pelo dirigente da reunião ou por quem este indicar.
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Histórico sobre a Mocidade Espírita

Na fase inicial da Doutrina dos Espíritos, os freqüentadores, estudiosos e trabalhadores na sua maioria eram de idade avançada.

Pelo fato da Doutrina ter sido lançada e divulgada por pesquisadores, cientistas e filósofos, e os freqüentadores que normalmente adentravam as casas espíritas eram pessoas calejadas pela vida e buscavam algum conforto, alguma consolação para os seus problemas, a freqüência do C. E. era predominantemente de adultos e idosos. Por isso, estas casas não tinham a presença juvenil e infantil como público. Esta situação perdurou até a década de 30, e verificava-se que se começava a formar uma distância entre a classe espírita e a realidade da sociedade brasileira.

A sociedade tinha, e tem até hoje, um contigente muito grande de crianças e jovens, e estes elementos não freqüentavam os centros. Ora, a Doutrina é renovadora e dinâmica; era necessário que a juventude tivesse em seu seio a representação dessas palavras e, relembra Jesus que deixou o legado de seu Evangelho aos apóstolos para que eles espalhassem a sua palavra a todas as criaturas.

Movido por este pensamento, vemos a destacada figura do jornalista, educador, fundador e diretor de colégio, o valoroso espírita Leopoldo Machado Barbosa, que divulgou e incentivou a implantação da Evangelização Infantil e a Mocidade Espírita do Brasil, realizado no 1º Congresso de Mocidades Espíritas (17 a 23 de julho de 1948).

Hoje, vê-se os frutos desse trabalho empreendedor, em boa parte dos Centros Espíritas. Temos os Departamentos de Mocidade e Evangelização Infantil atuando em áreas afins e os jovens participando de diversos trabalhos, conscientes de seu papel renovador.

Verificamos que há vários modelos organizacionais com variados nomes: Diretoria, Departamento, Setor, Coordenação, etc... de Mocidade. Estes modelos fazem parte do Centro como outras áreas: Assistência Espiritual, Secretaria, Assistência Social, etc...

No presente, as Mocidade tendem a se organizar como departamentos do Centro Espírita, com acesso a Diretoria, participando e dando sugestões e propostas que visam ao progresso geral do Centro. Partindo do Cristianismo, observaremos que o seu fundador, Jesus de Nazaré, ao ser crucificado, era um jovem que contaria trinta e três anos de idade, talvez menos, segundo os fundamentos históricos de ilustres investigadores e historiadores. Igualmente jovem seria João Batista, o seu grande precursor, cuja idade orçaria pela do Mestre. Dos doze apóstolos por ele, o Mestre, escolhidos, apenas dois teriam sido de idade madura, segundo os mesmos historiadores e as afirmativas das obras mediúnicas: — Simão, o zelote, e Tiago, filho de Alfeu, porque o próprio Simão Barjonas (Pedro) seria homem de apenas quarenta anos de idade por ocasião da morte do Mestre, segundo os mesmos historiadores e a observação em torno dos Evangelhos e dos Atos dos Apóstolos. Os demais, Judas Iscariotes inclusive, seriam personalidades de vinte e tantos e trinta e poucos anos de idade, enquanto João Evangelista contaria vinte anos, por ocasião do Calvário, um adolescente, por­tanto, que se iniciou no apostolado com menos de vinte.

João Marcos, por sua vez, outro evangelista, era um rapazote ao tempo de Jesus, adolescente quando se iniciou nos serviços do Cristo com seu amigo e instrutor Simão Pedro. Estevão, a mais doce e comovente figura daqueles dias difíceis, o primeiro mártir do Cristianismo, depois do próprio Jesus, era pouco mais que adolescente ao ser lapidado. Jovem também era o grande Paulo de Tarso, ao se dedicar à causa de Jesus para todo o sempre: — “... e as testemunhas (da morte de Estevão), tomando-lhe as vestes, as puseram aos pés de um mancebo chamado Saulo”, esclarecem os versículos 55 a 58 de Atos dos Apóstolos. Muito moço ainda, senão propriamente jovem, seria o evangelista Lucas, a julgar pela intensidade de suas lides.

O Cristianismo primitivo, nos dias de trabalho, de testemunhos, de difusão e de martírio está repleto de referências a pessoas jovens convertidas ao apostolado cristão, jovens que não fraquejaram na fé pelo seu ideal nem mesmo à frente das feras, nos Circos de Roma. As obras mediúnicas que se reportam a esses tempos são incansáveis nas referências a jovens cristãos possuídos do ideal sublime da renovação pelo Amor, cujo desempenho heróico é oferecido à Humanidade hodierna como padrão de honradez, fidelidade e nobreza moral.

Igualmente jovens foram, ao se projetarem no mundo como exemplos de virtudes inesquecíveis, Francisco de Assis, chamado “O Cristo da Idade Média”, o qual contava vinte anos de idade quando vozes espirituais o advertiram, lembrando-lhe os compromissos firmados com o Senhor, ao reencarnar; e Antônio de Pádua, aquele angelical “Fernando de Bulhões”, que aos dezesseis anos deixou os braços maternos para se iniciar na Ciência Celeste e se tornar o poderoso médium de transporte em corpo astral, o paladino da oratória religiosa numa época de cavalaria e guerras, e cuja ternura pelas crianças ainda hoje inspira corações delicados ao mesmo afã, sete séculos depois da sua passagem pelo mundo. Jovem de dezoito primaveras foi Joana d’Arc, figura inconfundível do início da Renascença, médium passivo por excelência, cuja vida singular atrai nossa atenção como a luz de uma es­trela que não se apagou ainda... E também Vicente de Paulo, iniciando seu inesquecível apostolado aos vinte e quatro anos de idade, e, se rebuscássemos as páginas da História, com vagar, outros encontraríamos para reforçar a nossa exposição.

A história do Espiritismo não é menos significativa, com a impressionante falange de juventude e mocidade convocada para os misteres da Revelação Celeste, que caminha sempre.

Jovens de catorze e quinze anos de idade foram as irmãs Fox, as célebres médiuns de Hydesville, ao iniciarem compromissos mediúnicos com o Alto, compromissos que abalaram os alicerces de uma civilização e marcaram a aurora de etapa nova para a Humanidade. Jovens também, alguns dos principais instrumentos mediúnicos de Allan Kardec, e cuja missão singular muitos espíritas esqueceram: — Mlle. Japhet, Mlle. Aline, Mlle. Boudin... Jovem de vinte e poucos anos era o médium norte-americano James, citado por Aksakof, o qual prosseguiu o romance “O Mistério de Edwin Drood”, de Charles Dickens, deixado inacabado pelo autor, que falecera, fato único na história da mediunidade, até hoje. Jovem, a célebre médium de Alexandre Aksakof, Elizabeth d’Esperance, que desde menina falava com os desencarnados e que se tornou, posteriormente, ainda na juventude, um dos maiores médiuns de efeitos físicos e materializações de Espíritos, de todos os tempos. Jovem também e não menos célebre médium de William Crookes, que materializava o Espírito de Katie King, Florence Cook, que, com a sua extraordinária faculdade, ofertou ao Espiritismo e ao mundo páginas fulgurantes e inesquecíveis com aquelas materializações, tão jovem que só mais tarde contraiu matrimônio. Também desfrutando plena mocidade foi que a lúcida intérprete do Espírito do Conde Rochester, Condessa W. Krijanovsky, obteve os romances brilhantes, que arrebanharam para o Espiritismo tantos adeptos. Jovem de vinte e uma primaveras era Léon Denis, o grande pensador espírita, que tanto enalteceu a causa, ao iniciar seu labor no seio da Doutrina dos Espíritos, e também Camilo Flammarion, o astrônomo poeta, outro médium de Allan Kardec.

No Brasil, não menos jovem, de vinte e uma primaveras, ao se iniciar no intercâmbio com o Invisível, foi o médium Frederico Júnior, cujo apostolado quase sublime é desconhecido da geração espírita da atualidade. Muito moços ainda, se não propriamente jovens, eram Fernando de Lacerda, o psicógrafo mecânico, que escrevia com as duas mãos páginas de clássicos portugueses, enquanto conversava com amigos ou despachava papéis na repartição em que trabalhava, e Carlos Mirabelli, produtor dos mais significativos casos de materialização de Espíritos em nossa pátria, pois que ambos nem mesmo esperaram a velhice para desencarnar. E jovem também era Zilda Gama, ao se projetar, em 1920, com o seu primeiro livro mediúnico, “Na Sombra e na Luz”.

Jovem de vinte e um anos de idade era Francisco Cândido Xavier ao se revelar ao mundo com o livro “Parnaso de Além-Túmulo”, para prosseguir numa ascensão mediúnica apostolar, que não findou ainda. E, finalmente, jovem também era Yvonne A. Pereira, que aos doze anos de idade escrevia mediunizada sem o saber, que aos quinze recebia páginas de literatura profana sob o controle mediúnico da entidade espiritual “Roberto de Canalejas”, que a acompanhava desde a infância, e que antes dos vinte tinha a seu cargo a tremenda responsabilidade de um “Posto Mediúnico” para receituário e curas de obsessão, e já esboçados três dos livros que posteriormente publicaria. Ambos, Francisco Cândido Xavier e Yvonne A. Pereira, já aos cinco anos de idade viam os Espíritos desencarnados e com eles falavam, supondo-os seres humanos, tal como Elizabeth d’Éspérance. Daí para cá, então, os jovens espíritas começaram a ser preparados através das “Juventudes” e “Mocidades” espíritas constituídas dentro dos Centros como seus departamentos infanto-juvenis, orientados e assistidos por confrades esclarecidos, experientes e idôneos, exercendo as funções de mentores.

Entre inúmeros jovens outros que poderíamos ainda citar, temos Leopoldo Cirne que, aos 21 anos de idade, foi eleito vice-presidente e aos 31 presidente da maior organização espiritista do mundo — a Federação Espírita Brasileira.

Como vemos, pois, Cristianismo e Espiritismo são doutrinas também facultadas a jovens, e, mercê de Deus, parece que todos eles, pelo menos os acima citados, não negligenciaram na multiplicação dos talentos pelo Senhor confiados aos seus cuidados. Acreditamos que as instituições denominadas “Juventudes e Mocidades Espíritas” facilitarão, sim, muitíssimo, as tarefas dos jovens da atualidade e do futuro, tarefas, que, para os do passado, foram cercadas de espinhos e sacrifícios, de dramas e até de tragédias.

Que Deus vos abençoe, pois, jovens espíritas! Tende a mão no arado para lavrar os múltiplos campos da Seara Espírita. Elevai bem alto esse farol imortal, que recebestes imaculado das mãos dos vossos predecessores! Sede fiéis guardiães dessa Doutrina que tudo possui para tornar sábia e feliz a Humanidade! O futuro vos espera, fremente de esperanças! E o passado vos contempla, animado pela confiança!

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Mocidade Espírita:

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Juventude e Espiritismo

Meu irmão da faixa juvenil, se desejas maior entendimento sobre tuas próprias realidades, enquanto no corpo somático, procura o conhecimento espírita.

Se queres penetrar as razões da dor e da agonia que se abatem sobre a Terra, fazendo-te triste pelos quadros de tormentos que te chegam à visão, busca a orientação do Espiritismo.

Se almejas indetificar as procedências das virtudes e deméritos inatos, que te habitam o íntimo, tornando-te ansioso, muitas vezes, achega-te à Doutrina Espírita.

Se sofres a torturante influência de tentações e de vícios diversos, que tentam desetruturar-te o equilíbrio que cultivas em árdua elaboração, sentindo-te, por isso, abalançar em aguda aflição, ajusta-te aos esforços da caridade que são apresentados a ti pelo Espiritismo.

Se queres caminhar pelas estradas humanas, guardando-te, com alegria e responsabilidade, sem perderes o passo das lutas comuns que te visitam o caminho, certamente acharás forças na vivência espiritista que, em fazendo brilhar a tua própria luz, contagiará a tantos quantos se aproximem dos teus exemplos.

Na atualidade da Terra, o Espiritismo se vê aparelhado de informações, de orientações, de ensinamentos e referências que se tornam imprescindíveis para que o indivíduo se norteie no planeta. Quando esse indivíduo se encontra na faixa da mocidade corporal, entusiasmado pela vida, sem, contudo, saber o que fazer das próprias emoções, das energias do sexo, dos impulsos ideológicos na área social ou na esfera política, das indagações diante da fé, terá no conhecimento espírita os balizamentos necessários, indispensáveis, para que se estabeleça no bem, na lucidificação.

Amigo da lide juvenil, ante o acervo de múltiplos problemas e de incontáveis ansiedades, complexificando tuas pegadas terrenas, não te tranformes num tonel de perturbadoras sensações irresponsáveis, em nome das tuas carnes moças, porém, busca em Jesus o Amigo que careces, o Mestre que anseias achar o Caminho que pretendes seguir. Mas, recolhe o tanto de bendições que o Espiritismo te propicia, dando-te um sentido maior e mais profundo para a tua existência humana na mocidade.

Sorve, caro irmão da juventude, os néctares da disciplina natural, da suavidade, da alegria espontânea, da nobreza de procedimentos que a Doutrina Espírita te enseja. Ama e estuda, estuda e trabalha, trabalha e serve, serve e confia no poder que os Céus te conferem para que, cumprindoo teu papel nos cenários da vida, com disposição e gratidão a Deus, decidas em definitivo a tua espiritual adesão aos empenhos luminosos da Seara do Cristo. Para o jovem que anela por avançar, o Espiritismo se transforma em portentosa escola a projetar o ser para o vasto oceano do amor de nosso Pai.

Sê fiel e prossegue companheiro, empolgado pelos cânticos da Galiléia, ressuscitados em Paris, sob a mirada esperançosa do Divino Avalista de nossas reencarnações no mundo. Sê jovem formoso e altaneiro, pondo-te à disposição da vida, com o reforço feliz com que o Espiritismo te permite viver.

Retirado do Livro "Cântico da Juventude" do Espírito Ivan de Albuquerque através da mediunidade de Raul Teixeira.
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