Objetivo:
Apresentar e refletir sobre a existência do
Corpo, Espírito (+ Alma) e Perispírito (+ Cordão
Fluídico)
Conteúdo:
Corpo - matéria.
Espírito [do latim spiritu] - No sentido especial
da Doutrina Espírita, os Espíritos são os seres
inteligentes da criação, que povoam o Universo,
fora do mundo material, e constituem o mundo
invisível. Não são seres oriundos de uma criação
especial, porém, as almas dos que viveram na
Terra, ou nas outras esferas, e que deixaram
o invólucro corporal. => L.E. - "Pode dizer-se
que os Espíritos são os seres inteligentes da
criação. Povoam o Universo, fora do mundo material."
Perispírito: [do latim peri= em redor
+ spiritus= espírito] - Invólucro semimaterial
do Espírito depois de sua separação do corpo.
Nos encarnados, serve de laço ou intermediário
entre o Espírito e a matéria. O Espírito o tira
do mundo em que se acha e o troca ao passar
de um a outro. Ele é mais ou menos sutil ou
grosseiro, segundo a natureza de cada globo.
O perispírito pode tomar todas as formas à vontade
do Espírito; ordinariamente ele assume a imagem
que este tinha em sua última existência corporal.
Embora de natureza etérea, a substância do perispírito
é suscetível de certas modificações que a tornam
perceptível à nossa vista. É o que se dá nas
aparições. Ela pode até, por sua união com o
fluido de certas pessoas, tornar-se temporariamente
tangível, isto é, oferecer ao toque a resistência
de um corpo sólido, como se vê nas aparições
estereológicas ou palpáveis. O perispírito é,
para o Espírito, o que o perisperma é para o
germe do fruto. A amêndoa despojada do seu invólucro
lenhoso, encerra o germe sob o invólucro delicado
do perisperma.
Cordão fluídico: Conduto energético que
liga o perispírito ao corpo físico, quando dos
desdobramentos; também denominado de cordão
astral, cordão fluídico, cordão de luz, fio
de prata, cordão perispirítico. Espécie de ,
como o nome diz, "cordão" que liga o perispírito
e, conseqüentemente, o espírito ao corpo físico.
É inprenscindível à vida de relação, por assim
dizer, pois assegura a perfeita e pontual realização
das funções biológicas vitais durante o período
do sono natural, no qual o corpo material fica
ligado por tal cordão ao seu espírito, que então
se desprende para interagir no mundo espiritual
durante o período de entorpecimento dos sentidos
que caracteriza o sono. É apresentado, sob vidência,
com uma coloração que tende do cinza á prata,
por isso seu nome se referir à uma coloração
prateada.Denominação essa que não é fundamentalmente
espírita e sim um nome genérico.Porém resolví
adotá-la aqui para facilitar a identificação.
O cordão-de-prata é pré-requisito essencial
para a vida orgânica propiamente dita, posto
que no momento da morte física ele se rompe.Nos
meios ditos "espiritualistas" há uma discussão
sobre os perigos de rompimento desse cordão
espontâneamente durante o fenômeno das projeções,
como se algo no universo pudesse acontecer "espontaneamente"
, isto é, sem o consentimento e conhecimento
de Deus. Esse acontecimento é impossível de
suceder, a não ser que seja a "hora" do indivíduo
desencarnar.É preciso não ser infantil ao se
discutir questões espíritas. O "cordão-de-prata"
não é feito de material suscetível de atritos
e à acontecimentos que possam vir á "rompê-lo".
Isso contraria a lógica.Os ditos "espiritualistas"
deveriam estudar Kardec e praticar a caridade
antes de se aprofundar e perder tempo em discussões
inócuas e de cunho pseudo-filosófico-espiritualista
que somente os levam de lugar algum para nenhum
lugar.
Alma: [latim: anima, do grego: anemos=
sopro, emanação, ar] - É o ser imaterial, distinto
e individual, unido ao corpo que lhe serve de
invólucro temporário, isto é, o Espírito em
estado de encarnação, e que somente pertence
à espécie humana. Unido ao corpo material pela
encarnação, o Espírito constitui o homem; de
forma que no homem há três coisas: a alma propriamente
dita, ou princípio inteligente; o perispírito,
ou envoltório fluídico da alma; o corpo, ou
envoltório material. A alma dos vegetais é dita
simplesmente vital. A dos animais é dita instintiva,
por ser dotada de inteligência instintiva. A
alma do Homem é dita espírita ou moral, por
ser dotada de livre arbítrio. Percebe-se que
a alma dos animais é ao mesmo tempo vital e
instintiva, enquanto a do Homem é algo mais,
visto que, neste último, sua propriedade espécie-específica
é distinta pelo alto grau de desenvolvimento
de que é tomada a inteligência pelo livre arbítrio.
Embora o corpo físico do Homem obedeça a padrões
clasificatórios que lhe chamariam de pertencente
ao Reino Animal, do ponto de vista moral, o
Homem é senhor de um próprio reino, o Hominal.
(Bezerra de Menezes, "A Loucura sob Novo Prisma").
Estratégia:
1)Colocar sobre a mesa o carrinho e o boneco
e conversar com eles. Mostrar que não há nada
que os anime. Comparar com a nossa situação
quando em vida (movimentos ativos) e quando
após a morte (sem movimentos). Conclusão: há
um "algo mais".
2)Diferenciar "sensações" (corpo) de "sentimentos"
(espírito) => Quadro Comparativo
3)Preparar os saquinhos com os desenhos (pintar
um com cores mais escuras - corpo - e outro
com cores mais claras - perispírito/espírito).
Prender um no outro com o barbante e colocar
o mais claro por dentro. Usar como fantoche...
explicar o que acontece durante o sono.
4)Apresentar "Espírito", "Alma", "Perispírito",
"Cordão Fluídico"
5)Sobre o cordão fluídico, dá até para falar
algo sobre morte (cortando o barbante)
Cronograma:
Duração: 60 minutos.
05' - Músicas: "Calaguinho", "Jacaré" e "A Melhor
Oração é o Amor"
05' - Prece
05' - Estratégia Parte "1" (conversa com carrinho,
boneco(a))
10' - Estratégia Parte "2" (sensação X sentimento)
10' - Estratégia Parte "3" (preparação dos saquinhos
de papel)
10' - Estratégia Parte "4" (explicação do conteúdo)
15' - Diálogo - Tira-dúvidas
Avaliação:
Será considerada satisfatória:
1)se os evangelizandos participarem da
aula emitindo suas opiniões;
2)compreenderem a diferença entre "sensação"
do corpo e "sentimento" do espírito
3)participarem da montagem/pintura dos
saquinhos
4)emitirem suas opiniões/dúvidas sobre
o assunto
5)compreenderem a existência do espírito
como um ser inteligente, que comanda o corpo,
e sobrevive mesmo após a morte do corpo.